Coronavírus pode sobreviver fora do corpo mais tempo do que se pensa – Pplware

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Um novo estudo analisou o comportamento do Coronavírus cuja doença que provoca foi recentemente denominada como COVID-19.

Os resultados do estudo indicam que este vírus, caso seja semelhante a outros vírus do género, poderá sobreviver em objetos por mais de uma semana.

Segundo os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC):

Ainda não está claro se uma pessoa pode obter o 2019-nCoV ao tocar numa superfície ou num objeto que contenha o vírus e, em seguida, ao tocar na sua própria boca, nariz ou olhos.

 

Cientistas analisam o comportamento de vírus semelhantes ao Coronavírus

A observação é uma das técnicas científicas mais usadas e eficazes para determinar o comportamento de algo, antecipando as causas e prevendo as consequências.

Assim, os investigadores recorrem a vírus semelhantes ao Coronavírus de 2019, como o SARS e o MERS.

Esta análise, conjugada com a vertente de pesquisa teórica, conclui que os Coronavírus que foram a teste poderão sobreviver em superfícies, mantendo-se infecciosos à temperatura ambiente até 9 dias. Como comparação, o vírus do sarampo apenas sobrevive por 2h em superfícies contaminadas.

 

Coronavírus pode sobreviver até 5 dias em materiais como madeira, papel e plástico

O tempo de vida dependerá do tipo de material onde o vírus estiver alojado. Segundo os investigadores, estes Coronavírus poderão, em média, sobreviver entre 4 a 5 dias em materiais como alumínio, madeira, papel, plástico e vidro.

Para além do material, também a qualidade do ar condiciona o tempo de sobrevivência. Segundo o médico Günter Kampf, do Hospital Universitário Greifswald, na Alemanha:

A baixa temperatura e a elevada humidade do ar aumentam ainda mais a vida útil.

Já o género de Coronavírus que só infeta animais, pode sobreviver por mais de 28 dias.

Apesar de não ter sido usado o atual, e somente os Coronavírus SARS e MERS, os investigadores acreditam que estes resultados também se estendem e aplicam ao vírus mais falado da atualidade.

O virologista Eike Steinmann, da Universidade Leibniz de Hannover, afirma que:

Diferentes coronavírus foram analisados ​​e os resultados foram todos semelhantes.

No entanto os dados não foram suficientes para determinar se a pessoa pode ficar infetada caso toque numa superfície contaminada e, depois, toque no seu corpo.

 

Hospitais devem desinfetar bem todas as superfícies

Os autores do estudo deixam também várias dicas e sugestões de cuidados a ter, de modo a diminuir a propagação do vírus.

Defendem que os hospitais devem desinfetar muito bem todas as superfícies, usando químicos como hipoclorito de sódio, peróxido de hidrogénio ou etanol.

Lavar as mãos com frequência e desinfetar áreas e superfícies públicas são conselhos também a ter em atenção e aplicar.

Como explica o médico Günter Kampf:

Nos hospitais, podem ser maçanetas, por exemplo, mas também podem ser campainhas, mesas de cabeceira, armações de cama e outros objetos próximos dos pacientes, que geralmente são de metal ou plástico.

Este estudo foi publicado e está acessível no Journal of Hospital Infection.

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