Graça Freitas: “Não podemos pensar que estamos todos desprotegidos à mercê de um vírus” – Expresso

“Não podemos pensar que estamos todos desprotegidos à mercê de um vírus, porque temos arsenal terapêutico”, defende a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, a propósito do sobressalto causado pelo novo coronavírus, responsável até agora por 1669 mortes.

O seu lado desconhecido “leva a que estas doenças emergentes provoquem estes movimentos de preocupação, de alerta, de atenção”, reconhece Graça Freitas em entrevista ao DN e à TSF, mas “nós temos um bom sistema de saúde à escala global”, sublinha: “Temos ventiladores, ainda temos técnicas de ventilação sofisticadas, portanto há um arsenal terapêutico muito grande”.

A diretora-geral lembra que “este é o sétimo coronavírus conhecido” e que, desta vez, entre o anúncio do surto e a identificação do vírus e do seu genoma passaram apenas sete dias (entre 31 de dezembro e 7 de janeiro). “Nunca foi tão rápido na história”, salienta, para frisar como um aspeto positivo a existência de “muita informação” sobre o COVID-19.

“Há muitas incógnitas”, admite, nomeadamente saber “quanto tempo vai levar para que este vírus se adapte ou nós nos adaptemos a ele”. Daí ser importante levar muito a sério as medidas preventivas, defende.

Desde logo, “lavar as mãos é importantíssimo”, recomenda. Em alturas de epidemias, convém também “socializarmos um bocadinho menos, termos alguma distância social, não nos beijarmos tanto, não nos abraçarmos tanto”, acrescenta.

Graça Freitas deixa um outro alerta: “Se chegarmos ao próximo inverno e se este vírus continuar entre nós, mesmo que não exista uma vacina, só o facto de as pessoas se vacinarem contra a gripe já ajuda”.

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