Municípios da região somam 52 casos de sarampo; Dia D da vacinação é neste sábado – Jornal VS






Foto: Arquivo/GES-Especial


Aumentou o número de casos confirmados de sarampo no Rio Grande do Sul. A Secretaria Estadual da Saúde (SES) divulgou a atualização do boletim epidemiológico nesta quinta-feira (13). Segundo o levantamento, são nove casos novos, dois referentes a 2019 e sete de 2020. Destes casos, cinco são de cidades de São Leopoldo e Sapucaia do Sul. Neste sábado, é o Dia D de vacinação contra a doença, com a campanha tendo como público-alvo crianças a partir dos 5 anos até os jovens de 19 anos.

Em São Leopoldo, são três casos de jovens de 17, 25 e 27 anos, sendo que um dos casos tem vínculo com o evento onde houve a confirmação dos casos de Sapucaia do Sul. Todos os casos de São Leopoldo são considerados de 2020. Já os dois casos novos confirmados de Sapucaia do Sul são de pessoas com 17 e 19 anos, com vínculo de participação em um mesmo evento. Ambos são considerados de 2020. O caso confirmado do município de Lagoa Vermelha, é de um adolescente de 17 anos e ainda é referente ao ano de 2019. Na situação de Gravataí, são dois irmãos gêmeos de 6 meses de idade e uma criança não vacinada com 1 ano. Um dos casos é considerado do ano de 2019 e outros dois, dos gêmeos, de 2020.

Assim, dos 114 casos confirmados no território gaúcho, 52 estão em cidades da região: Sapucaia do Sul (09), Canoas (06), São Leopoldo (03), Tramandaí (03), Dois Irmãos (01), Santo Antônio da Patrulha (01). Do total de casos 18 são considerados de 2020,eles foram confirmados em Sapucaia do Sul (08) e São Leopoldo
(03).


Canoas tem seis casos confirmados de sarampO

No mais recente informe epidemiológico do Estado sobre o sarampo Canoas aparece com seis casos confirmados de sarampo. Em todo o RS são 114 casos. Gravataí concentra o maior número de casos: 35. Em Canoas, o que chamou a atenção no boletim divulgado foi a queda da cobertura vacinal de tríplice viral (primeira dose) em crianças de 1 ano em 2019. A meta era no mínimo 95%, de acordo com o Ministério da Saúde. Em 2018 se alcançou 89%. No ano passado, 79,5%. Em nota, a Prefeitura afirma que “a cultura dos pais de não vacinar, as fake news, ajudam a explicar esse percentual: a imprensa divulga, o ministério faz chamamento, mas a imunização depende também da ação particular, dos pais, de procurarem uma unidade básica de saúde”.

Fique atento às unidades de saúde (UBS) de Canoas que estarão abertas no próximo sábado para o Dia D de vacinação contra o sarampo: Unidades que estarão abertas no sábado (15) para o Dia D: UBS Boa Saúde; UBS Concoban; CSF Estância Velha; UBS Fátima; CSF Guajuviras; UBS Harmonia; UBS Mathias Velho; UBS Niterói; UBS Santa Isabel e UBS União. O horário de funcionamento é das 8 às 17h. Serão imunizados crianças e jovens, de 5 a 19 anos, que não tenham recebido nenhuma ou apenas uma dose da vacina tríplice ou tetra viral (ou que tenham perdido o cartão de vacinação ou não saibam se estão com esquema vacinal completo).

“A população precisa se conscientizar que é muito importante estar em dia com o calendário de imunização. Infelizmente, essa cultura está se perdendo com o passar do tempo”, aponta a enfermeira da Diretoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde Rita de Oliveira. “Os meios de comunicação fazem um trabalho fundamental em alertar a população.”

A campanha nacional de vacinação contra o sarampo começou na segunda-feira (10). De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde (SES), a estimativa é de que 245 mil crianças e jovensnessa faixa etária não estejam protegidos contra a doença. A campanha segue até 13 de março. Desde agosto do ano passado, 105 casos de sarampo foram confirmados no RS. Conforme o Governo, um em cada quatro casos registrados no Estado foi em pessoas na faixa etária elencada para a campanha.

Vacinar contra o sarampo é importante para evitar complicações como cegueira e infecções generalizadas que podem levar a óbito. O calendário básico de vacinação oferece duas vacinas contra o sarampo: a primeira aos 12 meses de idade, com a tríplice viral (que protege também contra a rubéola e a caxumba). A proteção precisa ser completada aos 15 meses com uma dose da tetra viral, que imuniza para as mesmas três doenças mais a varicela (ou catapora).

Além dessas duas doses, em virtude do surto da doença no Brasil, o Ministério da Saúde está recomendando uma dose extra para as crianças entre os 6 e 12 meses. Ela não substitui a primeira dose (aos 12 meses) e por isso é chamada de “dose zero”.

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